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Tomasoso lança “Last Summer in Freedom” e transforma inquietação política em música autoral

Foto: Instagram @tomaoso_berlin
Foto: Instagram @tomaoso_berlin

Em um mundo marcado por novos conflitos armados, retrocessos políticos e uma sensação crescente de instabilidade global, o artista europeu Tomasoso apresenta “Last Summer in Freedom”, uma canção que funciona como comentário crítico, desabafo pessoal e manifesto artístico. A faixa reflete sobre guerras contemporâneas, o fracasso das promessas do pós-Guerra Fria e os efeitos duradouros de políticas internacionais baseadas em poder, exploração e divisão.


A música parte de uma constatação incômoda: décadas após o fim da Guerra Fria, a guerra voltou a assombrar a Europa. Em vez de cooperação global, preservação do planeta ou avanços coletivos, a humanidade segue refém da ganância, do fascismo, do racismo e da fragmentação social. “Last Summer in Freedom” nasce exatamente desse ponto de tensão, defendendo uma postura ativa, crítica e resistente diante de um cenário cada vez mais hostil.


Um artista multidisciplinar fora de rótulos


A obra de Tomasoso é marcada por uma observação atenta — e muitas vezes irônica — da natureza humana. Esse olhar se traduz em letras que misturam humor negro, sarcasmo, sátira brutal e reflexão existencial.


Musicalmente, Tomasoso constrói suas canções a partir de loops de bateria, muitas vezes encontrados online, sobre os quais adiciona baixo, guitarras e vocais. O resultado é um som híbrido, que pode misturar punk, rock alternativo, tango e spoken word, sempre moldado ao ritmo e à intenção das letras.


O próprio artista descreve seu canto com ironia, assumindo não ser um cantor tradicional. O vocal surge como extensão emocional da música — cru, direto e visceral — reforçando o caráter autoral e independente do projeto.


Liberdade criativa e resistência artística


Com “Last Summer in Freedom”, Tomasoso reafirma a música como espaço de resistência, reflexão e liberdade criativa. Em tempos de ruído, polarização e repetição, sua obra se destaca por não buscar conforto, mas sim provocar, questionar e, acima de tudo, permanecer honesta.



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