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  • 26 livros para ler em 2026

    Raquel Freitas Da TVT News A literatura é um espelho que nos convida a refletir sobre o nosso tempo. E se 2026 for o ano em que você volta a ler mais? Na seleção de 26 livros para ler em 2026, a TVT News traz um diálogo vibrante entre vozes que moldaram nossa identidade e autores que estão, agora mesmo, escrevendo novos capítulos da nossa história. Nesta curadoria, o leitor encontrará o equilíbrio perfeito entre a expectativa e a memória. De um lado, o impacto de lançamentos mundiais, como o novo romance de Chimamanda Ngozi Adichie, e o brasileiro Itamar Vieira Junior que continua sendo uma das vozes mais potentes do nosso país. De outro, o prestígio dos novos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), Ana Maria Gonçalves e Milton Hatoum; além de Ailton Krenak, que nos lembra que a literatura é também uma ferramenta para adiar o fim do mundo. Ler em 2026 será ainda um exercício de celebração. É o ano de revisitar a mística de Clarice Lispector, que completou seu 105º em dezembro, e de encontrar consolo na poesia de Adélia Prado, agora coroada com o Prêmio Camões. Dos conflitos geopolíticos traduzidos por Jamil Chade à introspecção reveladora do Livro do Desassossego, esta lista atravessa fronteiras geográficas e emocionais. Seja você um leitor em busca de desafios intelectuais, como a densidade do novo Nobel de Literatura, László Krasznahorkai, ou alguém que procura entender mais sobre política em seus mais diversos âmbitos, os próximos doze meses podem ser um banquete convidativo de ideias.  26 livros para ler em 2026 Pedro Páramo, de Juan Rulfo Publicado em 1955, Pedro Páramo é um dos romances mais influentes do século 20 e pedra fundamental do realismo mágico latino-americano. Juan Rulfo constrói uma narrativa fragmentada em que vivos e mortos se confundem, revelando um México marcado pela violência, pelo patriarcado e pela solidão. A obra foi decisiva para autores como Gabriel García Márquez, que afirmou não ter conseguido escrever Cem Anos de Solidão antes de ler Rulfo. Compre na editora Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso Com prosa precisa e contemporânea, Giovana Madalosso explora a vida urbana, os afetos frágeis e os deslocamentos emocionais de personagens que transitam entre países, culturas e desejos. A autora, uma das vozes mais relevantes da nova ficção brasileira, constrói narrativas que dialogam com temas como globalização, solidão e identidade feminina no século 21. O livro entrou na lista das 100 melhores obras do New York Times em 2025. Compre na editora Coisa de rico, de Michel Alcoforado Resultado de anos de pesquisa antropológica, o livro analisa os códigos culturais das elites brasileiras e internacionais. Michel Alcoforado traduz conceitos acadêmicos complexos em linguagem acessível, revelando como práticas cotidianas, do consumo à estética,ajudam a manter desigualdades e a reforçar distinções sociais. Compre na editora A contagem dos sonhos, de Chimamanda Ngozi Adichie Após o sucesso mundial de Americanah, Chimamanda retorna ao romance com uma obra que acompanha mulheres cujas trajetórias atravessam continentes, afetos e conflitos, em uma reflexão profunda sobre pertencimento, feminismo, raça e as marcas da migração. A autora, uma das intelectuais mais influentes da atualidade, reforça seu papel no debate global sobre feminismo e pós-colonialismo, combinando força política e sensibilidade narrativa. Compre na editora A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector Em homenagem aos 105 anos de Lispector, recomendamos um dos livros mais desafiadores da literatura brasileira, que narra uma experiência radical de autoconhecimento. A partir de um acontecimento aparentemente banal, Clarice mergulha em questões existenciais sobre identidade, linguagem e o sentido de ser. A obra consolidou a autora como referência mundial da literatura existencial e introspectiva. Compre na Amazon Tomara que você seja deportado, de Jamil Chade Fruto da atuação de Jamil Chade como correspondente internacional, o livro reúne denúncias e análises sobre direitos humanos, diplomacia e autoritarismo. Reconhecido por reportagens premiadas, o autor revela os bastidores de organismos internacionais e expõe como discursos oficiais escondem práticas de exclusão e violência. Compre na editora Bagagem, de Adélia Prado Publicado com o apoio de Carlos Drummond de Andrade, o livro marcou a estreia tardia e fulminante de Adélia Prado. Seus poemas revolucionaram a poesia brasileira ao unir religiosidade, erotismo e cotidiano com linguagem simples e profunda, inaugurando uma voz feminina singular e incontornável. A autora recebeu o Prêmio Camões em 2025. Compre na editora Conversa no Catedral, de Mario Vargas Llosa Obra-prima do escritor peruano e Nobel de Literatura que nos deixou aos 89 anos, o romance disseca a sociedade peruana sob  a ditadura de Odría. A partir de diálogos fragmentados, Vargas Llosa investiga corrupção, frustração e perda de esperança, questionando quando e como um país se deixou corromper. O livro é frequentemente citado como um dos maiores romances políticos da literatura latino-americana. Compre na editora Te dou minha palavra, de Noemi Jaffe Conhecida por trabalhos que dialogam com memória, trauma e herança cultural, Noemi Jaffe constrói uma obra que reflete sobre o peso das palavras e os silêncios que atravessam relações familiares. Lançamento, o livro marca sua trajetória como uma das autoras mais refinadas da literatura brasileira contemporânea. Compre na editora Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves Publicado em 2006, o romance tornou-se um marco da literatura afro-brasileira. Com pesquisa histórica rigorosa e narrativa envolvente, Ana Maria Gonçalves, que se tornou a primeira mulher negra imortal da ABL, reconstrói a história do Brasil a partir da experiência de uma mulher negra escravizada, influenciando debates sobre identidade, memória e reparação histórica. Compre na editora Comédias da vida privada: antologia, de Luis Fernando Verissimo Essa coletânea reúne crônicas que consagraram Verissimo como um dos maiores cronistas do país. Com humor afiado e observação precisa, o autor transforma situações banais em comentários sofisticados sobre comportamento, política e relações humanas. O autor faleceu em agosto, aos 88 anos.  Compre na editora Sitiados: a saga do Congresso de Ibiúna em 1968, de Jason Tércio O livro narra o Congresso clandestino da UNE realizado em Ibiúna, em 1968, que terminou na maior prisão em massa da história do Brasil durante a ditadura militar. Com base em documentos e depoimentos, o jornalista Jason Tércio reconstrói os bastidores do movimento estudantil e transforma o episódio em um retrato contundente da repressão e da resistência democrática às vésperas do AI-5. Compre na Livraria da Vila A filha perdida, de Elena Ferrante Romance intenso sobre maternidade, culpa e autonomia feminina que antecede a famosa tetralogia napolitana. Ferrante constrói uma narrativa inquietante ao acompanhar uma mulher que confronta escolhas do passado e os limites entre amor, abandono e liberdade. A autora, conhecida por seu anonimato, tornou-se um fenômeno editorial e crítico mundial. Compre na editora Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles Marco da poesia brasileira ao transformar a Inconfidência Mineira em matéria lírica e reflexão histórica, Cecília Meireles recria o episódio colonial com rigor poético, dando voz tanto aos inconfidentes quanto às figuras anônimas silenciadas pelo poder. A obra ultrapassa o registro histórico para discutir temas universais como liberdade, opressão, justiça e memória, reafirmando o papel da literatura na construção da identidade nacional. Compre na editora Sátántangó, de László Krasznahorkai Com narrativa densa e hipnótica, o romance retrata uma comunidade em ruínas, presa a ciclos de ilusão e decadência. Uma obra exigente, marcada por longos parágrafos e reflexão profunda sobre tempo, esperança e desintegração social. Sua prosa hipnótica influenciou o cinema de Béla Tarr e lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura. Compre na editora Nego tudo: ficções súbitas, de Andréa del Fuego A coletânea apresenta narrativas curtas e incisivas que exploram o desconforto, o desejo e a violência simbólica. Andréa del Fuego, vencedora do Prêmio José Saramago, provoca e desconstrói expectativas do leitor, desafiando certezas e revelando o estranho escondido no comum.  Compre na editora O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago Ao recontar a história de Jesus sob uma perspectiva humana e crítica, o autor questiona dogmas religiosos e a relação entre Deus, poder e sofrimento. Com sua prosa marcada por longos períodos e ironia filosófica, Saramago propõe uma reflexão profunda sobre culpa, destino e livre-arbítrio. O livro provocou intenso debate público, foi alvo de censura em Portugal e consolidou o escritor como uma das vozes mais ousadas da literatura mundial, contribuindo para sua projeção internacional antes da conquista do Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Compre na editora Coração sem medo, de Itamar Vieira Junior Após o sucesso de Torto Arado, Itamar aprofunda temas como ancestralidade, afeto e desigualdade social. Com prosa sensível, Itamar constrói personagens atravessados por memória, pertencimento e resistência em uma escrita lírica e comprometida. Compre na editora Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim, de Ruy Castro Ruy Castro presta uma homenagem detalhada a Tom Jobim, revelando histórias, bastidores e curiosidades sobre o compositor. Um retrato afetuoso de um dos maiores nomes da música brasileira. A obra foi eleita Livro do Ano no Prêmio Jabuti 2025.  Compre na editora Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, de Maya Angelou Em sua autobiografia, Maya Angelou narra sua infância e juventude em meio ao racismo e à violência. O livro transforma dor e resistência em um símbolo de luta, voz e emancipação. Compre na Amazon Relato de um Certo Oriente, de Milton Hatoum Romance de estreia de Hatoum, a obra aborda memória, imigração e identidade a partir de uma família de origem libanesa na Amazônia. Uma narrativa delicada sobre pertencimento e silêncio. Milton se tornou imortal da ABL em 2025.  Compre na editora Explosão Feminista, de Heloisa Teixeira A autora, que faleceu em março, analisa as transformações recentes do feminismo, conectando ativismo, cultura digital e disputas políticas. O livro é referência para compreender os novos rumos do movimento no Brasil. Compre na editora A palavra que resta, de Stênio Gardel O romance aborda afetos silenciados e repressões no interior do país, acompanhando um homem que revisita o passado para compreender um amor que não pôde viver. Com delicadeza e força, Stênio Gardel debate sobre identidade e diversidade na literatura brasileira. Compre na editora O Tempo e o Vento: O Continente, de Érico Veríssimo Para relembrar os 50 anos sem Veríssimo, o primeiro volume da trilogia que narra a formação do Rio Grande do Sul. No livro, o pai de Luis Fernando Verissimo acompanha gerações de famílias, mesclando história, política e drama humano em uma saga épica. Compre na Amazon Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak Resultado de palestras e reflexões, o livro é leitura fundamental para debater meio ambiente. Krenak, imortal da ABL, propõe uma revisão profunda da relação entre humanidade e natureza em textos curtos e provocativos que questionam o modelo de civilização ocidental e propõe novas formas de relação com a natureza. Compre na editora Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa Fragmentado e introspectivo, o livro reúne reflexões sobre tédio, identidade e existência. Escrita sob um dos heterônimos de Pessoa, cuja morte completou 120 anos, a obra é um mergulho profundo na inquietação do mundo moderno. Compre na editora   Fonte: TVT News Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução  da TVT News.

  • A obra do pianista norueguês Tord Gustavsen

    Foto: Divulgação Nesta edição do programa Luz Para Mundos Remotos, a atração é o pianista e compositor norueguês Tord Gustavsen , uma das vozes mais originais e contemplativas do jazz contemporâneo. O foco da sessão foi o aclamado álbum "The Ground", lançado por seu trio em 2005, obra que consagrou sua estética minimalista e emocionalmente profunda. Nascido em Oslo em 1970, Tord Gustavsen já era um nome consolidado na cena do jazz nórdico antes de iniciar sua bem-sucedida carreira solo. Sua sensibilidade ao piano foi fundamental em colaborações com algumas das mais importantes cantoras norueguesas, como Solveig Slettahjell e Silje Nergaard. A trajetória do músico, no entanto, é marcada por constante evolução e busca criativa. Após anos se apresentando principalmente em formação de trio, Gustavsen lançou o "Tord Gustavsen Ensemble" em 2008. Posteriormente, entre 2011 e 2015, seu quarteto foi a formação principal em turnês, complementada por projetos inovadores em duo e trio. Um dos capítulos mais intrigantes de sua carreira surgiu em 2016, quando se uniu à cantora afgano-alemã Simin Tander em um projeto ousado que transformou antigos hinos noruegueses em poemas sufis, cantados em pastún. Influências e prêmios A música de Gustavsen é um amálgama singular de influências. Ela bebe da tradição do jazz, mas funde-se organicamente com o folk escandinavo, nuances do gospel, ritmos caribenhos e, sobretudo, com uma atmosfera introspectiva tipicamente nórdica. O resultado é uma sonoridade lírica e reflexiva, que conquistou crítica e público ao redor do mundo. Seu talento foi reconhecido com os mais prestigiados prêmios, incluindo o Grammy Norueguês, o CHOC da crítica francesa, o Prêmio Bell de melhor álbum de jazz na Austrália e o Musikkpris da NOPA. Suas composições também foram encomendadas por festivais de renome internacional, como o de Cheltenham (Reino Unido) e o de Oslo. The Ground No disco "The Ground", tema central desta edição, Gustavsen atuou ao lado do baixista Harald Johnsen e do baterista Jarle Vespestad. O álbum é considerado um marco em sua discografia, exemplificando perfeitamente sua filosofia musical: uma expressão individual poderosa, mas sempre equilibrada por uma escuta profunda e coletiva, em um jogo criativo que privilegia a atmosfera e a emoção. Ouça na Rádio Nove Luz para Mundos Remotos vai ao ar pela Rádio Nove domingo às 17h e quarta às 20h.

  • A MPB de Alice Passos e a fusão cultural do Grupo Sarasvati

    Fotos: Divulgação ALICE PASSOS  é cantora e intérprete, reconhecida por sua voz expressiva e por sua atuação na Música Popular Brasileira (MPB), com um repertório que inclui desde clássicos do gênero até composições contemporâneas. Ela é conhecida por sua habilidade em misturar elementos do samba, bossa nova e MPB, destacando-se também pela qualidade de suas apresentações ao vivo. A cantora carioca Alice Passos tem se destacado como importante intérprete da música popular brasileira. Tem 3 discos lançados: “Voz e violões” (2016), “Ary” (2020) e “Milagres” (2024).   Alice é filha da cavaquinhista maranhense Ignez Perdigão e irmã da cantora e cavaquinhista Mariana Bernardes. Aos oito anos entrou para os Flautistas da Pro Arte, passando em seguida a se apresentar com a Orquestra de Sopros da Pro Arte. Integrou a Orquestra Corações Futuristas, fundada e regida por Egberto Gismonti. Alice Passos  gravou e cantou ao lado de artistas como Gilberto Gil, Dori Caymmi, Guinga, Áurea Martins, Roberta Sá, Teresa Cristina, entre muitos outros. Confira as músicas tocadas no programa: 01 – Mestre – Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro  – Feat. Dori Caymmi  – do álbum Voz e Violões 02 – Canção em Tom Maior – Ary Barroso  – com Alice Passos · André Pinto Siqueira · Maurício Massunaga – do álbum Ary 03 – Morena Boca de Ouro – Ary Barroso  – com Alice Passos · André Pinto Siqueira · Maurício Massunaga – do álbum Ary 04 – Milagres – Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro – com Alice Passos e Breno Ruiz –  do álbum Milagres 05 – Contradança – Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro  – com Alice Passos e Breno Ruiz –  do álbum Milagres 06 – Romaria – Renato Teixeira  – Interpretada por Alice Passos e Renato Frazão –  faz parte do Projeto MPB Ano Zero que celebra os 60 anos da Música Popular Brasileira. Grupo Saravasti: Mantras e Fusão Cultural: Homenageando a Deusa Hindu da música e sabedoria, o GRUPO SARASVATI celebra 23 anos de uma sonoridade distinta. O sexteto se destaca por combinar o poder ancestral dos mantras indianos com arranjos modernos da música ocidental. Essa fusão vibrante é criada por uma rica instrumentação que mistura instrumentos orientais – como o Harmonium, Mrdanga, Sitar e Karatals – com o violão e a flauta transversal. Liderado pela voz de Jambavati, ao lado de Cala Chandra, Gudo Gubert, Daniel Petersen, Eduardo Riter e Roma Pada, o Grupo Sarasvati oferece uma ponte sonora entre o misticismo e a contemporaneidade.  Confira as músicas tocadas no programa: 01 – Rādhe Jaya Jaya  – Luiz Afonso Benvenutti  e Shanti Juká 02 – Nila Chala Chandra  – Candra Muka Swami · Luiz Afonso Benvenutti e  Shanti Juká 03 – Sita Ram  –  Luiz Afonso Benvenutti  e Shanti Juká 04 – Om Param Shanti – Luciano Cesa – participação: Luciano Cesa 05 – Govinda Jaya, Gopala Jaya – Luiz Afonso Benvenutti e Shanti Juká  Ficha técnica: Direção: Kleiton Ramil Apresentação: Márcio Celli Produção: Mariusa Kineuchi Montagem: Eduardo Beda Ouça na Rádio Nove O Sul em Cima vai ao ar pela Rádio Nove domingo às 10h e sexta às 20h.

  • Mika Vainio: O som que habita o vazio

    Foto: Divulgação Neste episódio, o Luz para Mundos Remotos  revisita a obra singular de Mika Vainio (1963–2017), figura essencial da música eletrônica experimental contemporânea. Nascido em Helsinque e criado em Turku, o artista viu na música uma forma de atravessar fronteiras e inventar mundos — um impulso que o acompanhou desde os primeiros experimentos no grupo Gagarin-Kombinaatti, nos anos 1980, até suas derradeiras criações sonoras. Vainio tornou-se amplamente reconhecido como integrante do Pan Sonic , ao lado de Ilpo Väisänen e Sami Salo, explorando um território que unia o rigor do techno industrial à densidade de paisagens sonoras inspiradas no reggae, no dub e na música eletroacústica. Também assinou trabalhos sob os nomes Kentolevi , Philus  e Tekonivel , e manteve ao longo da carreira uma intensa produção solo, marcada por experimentação contínua e colaborações com artistas como Stephen O’Malley, Alan Vega, Charlemagne Palestine, Lucio Capece, Arne Deforce e Joachim Nordwall. Além da música Suas investigações ultrapassaram o campo musical: Vainio realizou instalações apresentadas em bienais, galerias e museus europeus, algumas dialogando diretamente com a arquitetura dos espaços, outras concebidas para obras específicas — como a peça Trollveggen , de Hannah Ryggen. Criou ainda trabalhos para montagens de óperas, para a Trienal do Ruhr e colaborou com o maestro Theodor Currentzis e o ensemble Musica Aeterna. Entre os muitos projetos paralelos, destacou-se também a parceria com o visionário compositor finlandês Erkki Kurenniemi , explorando instrumentos eletrônicos criados por ele nos anos 1960. No programa desta semana, ouviremos OLEVA (2009), um dos discos mais instigantes de sua discografia solo — uma jornada construída a partir de texturas eletrônicas puras, sem vozes, onde cada som parece examinado no limite entre silêncio, ruído e tensão. Ouça na Rádio Nove Luz para Mundos Remotos vai ao ar pela Rádio Nove domingo às 17h e quarta às 20h.

  • Primavera dos Museus discute justiça social e mudanças climáticas

    Radioagência Nacional Por Oussama El Ghaouri, repórter da Rádio Nacional Os museus podem contribuir para o combate às mudanças do clima e as injustiças sociais nos desastres ambientais, o chamado racismo ambiental. O assunto está no foco da 19ª Primavera dos Museus que começou nesta segunda-feira em todo o Brasil, com evento de abertura em Brasília. Mais de mil instituições participam desta edição com 2.300 atividades cadastradas nas cinco regiões do país, levando o tema "Museus e Mudanças Climáticas". O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares representou a ministra Margareth Menezes na abertura do evento. Ele detalhou como os museus podem atuar, ajudando a combater as mudanças climáticas e ressaltou que estas instituições são espaços para o diálogo, buscando alternativas justas. Os museus podem ainda dar visibilidade às injustiças sociais decorrentes do racismo ambiental, segundo o governo. Estudos mostram que 100% dos desastres ambientais no Brasil ocorrem em territórios habitados, na maioria, por populações negras, indígenas ou periféricas. Durante a abertura da 19ª Primavera dos Museus também foi lançada a Carta do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas. O documento estabelece diretrizes e princípios para a proteção do patrimônio material e imaterial do Brasil contra os impactos da crise climática. E é resultante de um processo colaborativo iniciado em 2023, que incluiu consultas a povos e comunidades tradicionais em diversos biomas. O presidente do Conselho Internacional de Museus no Brasil, Diego Bevilaqua, destacou a importância da carta, que traz elementos concretos para ação dos museus em relação as políticas climáticas. A 19ª Primavera dos Museus vai até 28 de setembro e tem diversas atrações pelo país, como exposições, palestras, exibição de filmes, ações educativas, saraus, gincanas e oficinas. A programação completa você confere em visite.museus.gov.br .

  • Descobertas Groover #33: treze faixas e muitas sonoridades

    O Descobertas Groover  está de volta trazendo uma seleção de 13 faixas independentes do mundo todo , direto da plataforma Groover. O programa vai ao ar na Rádio Nove  aos domingos, às 14h , e na segunda-feira, às 20h . A banda curtibana epitáfone . Foto: Divulgação Nesta edição, você vai ouvir um verdadeiro mosaico de estilos: do electro dark pop francês do RedLight  ao intimismo acústico de ElvisXw ; do rock enérgico canadense do A Mighty Fine Mess  ao peso psicodélico de CLEEN ; do industrial crítico de Kreuzer  ao punk direto de Elliott Rubin , Brass Neck  e da curitibana epitáfone (foto); da psicodelia multicultural de Rubah feat. Alyse Sugahara  ao shoegaze atmosférico do indonésio Fleuro ; fechando com o rock urbano do Complexo de Vira-Lata  e a pancada roqueira carioca do Tibone . Um panorama de novas cenas musicais globais , conectando Brasil, Europa, Ásia e América do Norte — tudo em uma hora de descobertas. Sintonize domingo às 14h e segunda às 20h na Rádio Nove .

  • Festival de Brasília do Cinema Brasileiro celebra 60 anos

    Da Redação do Brasil de Fato DF O Cine Brasília recebe a 58ª edição do Festival, que celebra os 60 anos do evento com filmes premiados, homenagens e debates sobre o futuro do audiovisual brasileiro. - Foto: Divulgação/Agência Brasília O 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais longevo e tradicional do país, começa nesta sexta-feira (12) e vai até o dia 20 de setembro com uma programação extensa e comemorativa que celebra os 60 anos da sua criação. Com 80 filmes, o evento ocupa o Cine Brasília e se espalha por outras regiões do DF, reafirmando sua centralidade no audiovisual brasileiro. A abertura do festival ocorre nesta sexta-feira (12) com a exibição do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça Filho. As exibições vão ocorrer entre os dias 12 e 20 de setembro, no Cine Brasília, Planaltina, Gama e Ceilândia e serão distribuídas em seis mostras principais e sessões especiais, entre elas a Mostra Competitiva Nacional, com sete longas e doze curtas, e a tradicional Mostra Brasília, que chega à sua 27ª edição, com produções locais concorrendo ao Troféu Câmara Legislativa e a uma premiação recorde de quase R$ 300 mil. Além da pluralidade temática, a equidade de gênero e raça se destacam na direção dos filmes selecionados, com forte presença de realizadoras mulheres, negros e indígenas. Entre os destaques estão o longa O Agente Secreto de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura, que abre o evento após passar por Cannes e Lima; e o encerramento com A Natureza das Coisas Invisíveis da brasiliense Rafaela Camelo, premiado em festivais internacionais. As mostras paralelas buscam trazer ainda mais potência à programação. A Caleidoscópio, por exemplo, reúne longas experimentais que rompem com os formatos tradicionais, enquanto a Coletivas Identidades debate temas sociais urgentes. Já a Mostra História(s) do Cinema Brasileiro propõe um diálogo entre o passado e o presente, com filmes assinados por nomes como Julio Bressane e Henrique Dantas. E não poderia faltar homenagem aos grandes nomes do cinema nacional. A lendária Fernanda Montenegro será agraciada com o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra, celebrando sua longa trajetória e ligação com o festival, que começou ainda na Semana do Cinema Brasileiro em 1965, quando ela recebeu o prêmio de Melhor Atriz. Também serão homenageados o ator brasiliense Chico Sant’Anna, a cineasta Lúcia Murat e a pesquisadora Ivana Bentes. A programação também inclui o Festivalzinho, com filmes infantis, e a Conferência Nacional do Audiovisual, que promove debates e construção de políticas públicas para o setor. Além disso, o Ambiente de Mercado oferece oportunidades para produtores apresentarem projetos a players nacionais e internacionais. A entrada para todas as sessões é gratuita. A programação completa está disponível no site do Festival . Confira os filmes das mostras Mostra Competitiva Nacional – Longas Morte e Vida Madalena , de Guto Parente (CE) Xingu à Margem , de Wallace Nogueira e Arlete Juruna (BA) Quatro Meninas , de Karen Suzane (RJ) Corpo da Paz , de Torquato Joel (PB) Aqui Não Entra Luz , de Karol Maia (MG) Assalto à Brasileira , de José Eduardo Belmonte (SP) Futuro Futuro , de Davi Pretto (RS) Mostra Competitiva Nacional – Curtas Logos , de Britney (RS) Safo , de Rosana Urbes (SP) Dança dos Vagalumes , de Maikon Nery (PR) Faísca , de Bárbara Matias Kariri (AC) Laudelina e a Felicidade Guerreira , de Milena Manfredini (RJ) Boi de Salto , de Tássia Araújo (PI) Couraça , de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA) A Pele do Ouro , de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) Cantô Meu Alvará , de Marcelo Lin (MG) Ajude Os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL) Replika , de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT) Fogo Abismo , de Roni Sousa (DF) Mostra Brasília – Longas Vozes e Vãos , de Edileuza Penha de Souza & Edymara Diniz Mil Luas , de Carina Bini Maré Viva Maré Morta , de Claudia Daibert A Última Noite da Rádio , de Augusto Borges Menino Quem Foi Seu Mestre? , de Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes Mostra Brasília – Curtas Notas Sobre a Identidade , de Marisa Arraes Dizer Algo Sobre Estar Aqui , de Vaga-mundo: poéticas nômades O Bicho Que Eu Tinha Medo , de Jhonatan Luiz A Brasiliense , de Gabmeta O Fazedor de Mirantes , de Betânia Victor e Lucas Franzoni Rainha , de Raul de Lima Terra , de Leo Bello Dois Turnos , de Pedro Leitão Três , de Lila Foster O Cheiro do Seu Cabelo , de Clara Maria Matos Rocha: Substantivo Feminino , de Larissa Corino e Patrícia Meschick Mostra Caleidoscópio Nosferatu , de Cristiano Burlan Palco Cama , de Jura Capela Atravessa Minha Carne , de Marcela Borela Uma Baleia Pode Ser Dilacerada Como Uma Escola de Samba , de Marina Meliande e Felipe M. Bragança Nimuendajú , de Tania Anaya Mostra Festival dos Festivais Cais , de Safira Moreira A Mulher Sem Chão , de Auritha Tabajara e Débora McDowell Vasta Natureza de Minha Mãe , de Aristótelis Tothi e Inez dos Santos As Travessias de Letieres Leite , de Iris de Oliveira e Day Sena MOSTRA COLETIVAS IDENTIDADES Pau d’Arco , de Ana Aranha Notas Sobre um Desterro , de Gustavo Castro A Voz de Deus , de Miguel Antunes Ramos Mostra História(s) do Cinema Brasileiro Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas , de Julio Bressane e Rodrigo Lima Os Ruminantes , de Tarsila Araújo e Marcelo Mello Anti-heróis do Udigrudi Baiano , de Henrique Dantas Sessões Especiais Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel Para Vigo Me Voy , de Lírio Ferreira e Karen Harley O Nordeste sob a Caravana Farkas , de Arthur Lins e André Moura Lopes Hora do Recreio , de Lúcia Murat (Prêmio Leila Diniz) DF Ontem, Hoje e Amanhã – O Cego Estrangeiro, de Marcius Barbieri e O Socorro Não Virá , de Cibele Amaral 60 anos do Festival de Brasília São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person A Falecida , de Leon Hirszman Vinil Verde ; Noite de Sexta Manhã de Sábado ; e Recife Frio , de Kleber Mendonça Filho Clássicos Brasileiros Terceiro Milênio , de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer A Lenda de Ubirajara , de André Luiz Oliveira Viramundo , Geraldo Sarno; Nossa Escola de Samba , Manuel Horacio Giménez; Hermeto, Campeão , de Thomaz Farkas Homenagem a Jean-Claude Bernardet Mensagem de Sergipe O Homem do Fluxo Vim e Irei como uma Profecia Homenagem a Kiarostami Festivalzinho Quando A Gente Menina Cresce , de Neli Mombelli Hacker Leonilia , de Gustavo Fontele Dourado Notícias da Lua , de Sérgio Azevedo A História de Ayana , de Cristiana Giustino e Luana Dias Seu Vô e a Baleia , de Mariana Elisabetsky Baú , de Matheus Seabra e Vinicius Romadel Serviço 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro De 12 a 20 de setembro de 2025 Cine Brasília (106/107 Sul), Sesc Gama, Sesc Ceilândia, Complexo Cultural de Planaltina A programação completa está disponível no site do Festival . Entrada gratuita

  • SomTemporâneo com Zaina Woz, Arquétipo Rafa e Nina Maia

    Guilherme Miquelutti Da Rádio Senado O melhor da novíssima música do Brasil você encontra aqui no SomTemporâneo. Neste programa, ouviremos novas músicas de Zé Ibarra, Josyara, Jangada Pirata, Guma, Nina Maia, Arquétipo Rafa, Gabi Lins, Zaina Woz, Carol Biazin, Paolo Ravley, Dupê, Mago de Tarso e Kami Lauan. Foto: @kimcostanunes via Instagram.com/zainawoz 1. Zé Ibarra - Tanta Gente 2. Josyara - Festa Nada a Ver 3. Jangada Pirata - Santos Dias de Luz 4. Guma - Pecadinho 5. Nina Maia - Manha 6. Arquétipo Rafa e Luna França - Pode Vir 7. Gabi Lins - Pérolas 8. Zaina Woz - Bomba 9. Carol Biazin - Te Amo Sem Culpa 10. Paolo Ravley - Yayá 11. Dupê - Mar Revolto 12. Mago de Tarso - Mamulengo 13. Kami Lauan - Trazedor de Notícia Ruim Ouça na Rádio Nove domingo às 9h e segunda às 19h.

  • Morre o "bruxo" multi-instrumentista Hermeto Pascoal

    Reprodução Instagram @hermetopascoal A música brasileira e mundial se despede de um de seus maiores gênios. O multi-instrumentista Hermeto Pascoal, conhecido como o "Bruxo dos Sons", faleceu neste sábado, 13 de setembro, aos 89 anos. A notícia foi confirmada pela família em uma publicação oficial nas redes sociais do artista. "Com serenidade e amor, comunicamos que Hermeto Pascoal fez sua passagem para o plano espiritual, cercado pela família e por companheiros de música", diz a nota. O texto revela que o adeus aconteceu de forma simbólica, como o artista gostaria: "No exato momento da passagem, seu Grupo estava no palco, como ele gostaria: fazendo som e música". Fiel à filosofia de vida de Hermeto, a família pede que a despedida não seja de tristeza, mas de celebração pela vida e pela música que ele tanto amou. A publicação encoraja os fãs a "escutar o vento, o canto dos pássaros, o copo d’água, a cachoeira" e a acreditar que a "música universal segue viva". Considerado um dos músicos mais inovadores e originais do mundo, Hermeto Pascoal era um instrumentista virtuose. Sua criatividade não tinha limites, e ele transformava qualquer objeto em fonte de som, de chaleiras a brinquedos e copos d'água. Sua obra, que mistura jazz, ritmos brasileiros e música experimental, influenciou gerações de artistas no Brasil e no exterior. A família solicitou privacidade neste momento de luto e informou que detalhes sobre despedidas públicas serão divulgados em breve. A mensagem final é um convite para que todos os que desejam homenageá-lo "deixem soar uma nota no instrumento, na voz, na chaleira e ofereçam ao universo".

  • Letícia Fialho, Luedji Luna e Larissa Umaytá na Rádio Criolina

    Da Rádio Câmara Foto: Reprodução Instagram @ leticiafialhoeu A Rádio Criolina vai apresentar o novo trabalho da cantora, compositora e instrumentista, Letícia Fialho: Revoada, Baile, Canção e também Luedji Luna, com seu último álbum:  Antes Que a Terra Acabe .  No bloco Planalto e Bom Som, com artistas de BSB, entrevistamos a percussionista Larissa Umaytá. Apresentação – Rodrigo Barata e Tiago Pezão Revoada  (Letícia Fialho) Letícia Fialho e Tuyo Presente  (Letícia Fialho e Ju Strassacapa) Letícia Fialho e Ju Strassacapa Pra sempre por enquanto  (Letícia Fialho) Letícia Fialho Chegada  (Letícia Fialho e Mestre Anderson Miguel) Letícia Fialho e Mestre Anderson Miguel Tudo de bom   (Letícia Fialho, José Carlos Pereira Guimarães e Gilmar de Souza Ribeiro) Letícia Fialho Apocalipse  (Luedji Luna) Luedji Luna, Seu Jorge, Arthur Verocai e Fejuca Mara  (Luedji, Toninho Horta e Ravi Landim) Luedji Luna, Milton Nascimento, Kato Changes e Lucas Cirillo Iôiô  (Luedji Luna e Gabriel Gaiardo) Luedji Luna e Iuri Rio Branco Às cegas   (Luedji Luna e Emillie Lapa) Luedji Luna e Duda Raupp De alma lavada  (Marcus Moraes, Rodrigo Balduino e Célio Maciel) Larissa Umaytá e Marcus Moraes Pedra do Lapão  (Larissa Umaytá e Junior Ferreira) Larissa Umaytá e Junior Ferreira Rosalina e Margarida  (Larissa Umaytá e Tatá & Danú) Larissa Umaytá e Tatá & Danú Ouça na Rádio Nove sábado às 19h e domingo às 8h.

  • Vazam faixas de edição especial de "Wish You Were Here", do Pink Floyd

    Conteúdo vazado na Apple Music revela conjunto repleto de demos de estúdio e a performance completa de um show de 1975 em Los Angeles. Lançamento está previsto para dezembro de 2025. Um box especial em comemoração aos 50 anos do aclamado álbum "Wish You Were Here", do Pink Floyd, foi anunciado após seu conteúdo ter sido vazado nas plataformas da Apple Music. A informação, que circulava online através de teasers que geraram grande expectativa entre os fãs, aparente foi confirmada pelos detalhes da listagem, que prevê o lançamento para o dia 12 de dezembro de 2025, em tempo para o período natalino. De acordo com o site especializado Neptune Pink Floyd (NPF) , que publicou uma análise detalhada do material vazado, a caixa comemorativa parece ter um foco diferente da edição "Immersion" lançada em 2011. Enquanto a versão antiga centrava-se no show de Wembley de 1974 e em mixes surround, a nova edição é descrita como "densa em demos de estúdio" e focada na turnê de 1975. A listagem sugere que o box será composto por três ou quatro discos: Disco 1:  Contém o álbum de estúdio original, presumivelmente o remaster de 2011. Disco 2:  Apresenta uma coleção de outtakes e raridades, incluindo a demo "The Machine Song", que se tornaria "Welcome To The Machine", uma versão alternativa de "Have a Cigar", o take 1 uma versão instrumental da faixa-título "Wish You Were Here", além de "Shine On You Crazy Diamond", apresentada como uma peça contínua de mais de 20 minutos, com uma nova mixagem estéreo da faixa. Disco 3: É dedicado ao material ao vivo, prometendo a performance completa do show na Los Angeles Sports Arena em 1975. O setlist inclui não apenas músicas de "Wish You Were Here", mas também praticamente todo o álbum "The Dark Side of the Moon": Raving And Drooling (versão prévia de "Sheep", do disco "Animals", de 1977) You’ve Got To Be Crazy (versão prévia de "Dogs", do disco "Animals", de 1977) Shine On You Crazy Diamond (Pts. 1-5) Have a Cigar Shine On You Crazy Diamond (Pts. 6-9) Speak to Me Breathe (In the Air) On the Run Time The Great Gig in the Sky Money  Us and Them Any Colour You Like Brain Damage Eclipse Echoes  Pela longa duração do material ao vivo, é alta a possibilidade de ser divido em duas partes, totalizando quatro discos de áudio. A publicação do NPF , assinada por Keith Jordan, também especula se haverá outros formatos disponíveis e conteúdo em vídeo, que foi um destaque do box "Immersion". Uma forma circular coberta por um plástico preto, assim como a edição original de Wish You Were, em 1975, divulgada no site oficia da banda. Ainda não houve um anúncio oficial da banda ou da gravadora, deixando os fãs na expectativa para mais detalhes e confirmações. Enquanto isso, a comunidade de fãs do Pink Floyd fervilha com a possibilidade de ter em mãos um tesouro de material inédito e uma gravação histórica completa de uma de suas turnes mais lendárias. Sobre o disco Considerado uma das obras-primas absolutas do Pink Floyd, "Wish You Were Here" (1975) é muito mais do que um álbum; é um tributo emocional e um profundo comentário sobre a alienação na indústria musical. Nascido de um período de crise criativa e tensão interna após o enorme sucesso de "The Dark Side Of The Moon" (1973), o trabalho é uma homenagem central e melancólica a Syd Barrett, o gênio fundador da banda cujo afastamento devido a problemas psicológicos deixou marcas profundas. Canções como a épica "Shine On You Crazy Diamond" e a atemporal "Wish You Were Here" encapsulam perfeitamente temas de ausência, loucura e a perda da inocência, solidificando o álbum como um marco emocional e artístico na história do rock, cujo legado continua a ressoar fortemente 50 anos depois.

  • Em Tiradentes, MG, Festival Artes Vertentes reúne música e arte

    Sarah Quines - Repórter da Rádio Nacional Igreja Nossa Senhora do Rosário em Tiradentes. Foto: Divulgação Começa nesta quinta-feira a 14ª edição do Festival Artes Vertentes, que reúne música, artes visuais, artes cênicas, literatura e cinema na cidade de Tiradentes em Minas Gerais. Neste ano, o evento se norteia pelo tema “Entre as margens do Atlântico”, e propõe reflexões sobre as histórias das Américas e dos continentes africano e europeu. A programação faz parte da temporada da França no Brasil, que busca aproximar os dois países por meio da cultura. O festival tece um diálogo entre as atrações artísticas e a arquitetura histórica de Tiradentes, como os concertos que ocupam as igrejas da cidade, exposição coletiva com obras de artistas brasileiros e estrangeiros, além de palestras e programações literárias e de artes cênicas. O curador e diretor artístico do festival, Luiz Gustavo Carvalho, destacou algumas atrações desta edição, como a primeira encenação da Ópera Poeira e os shows de André Mehmari e Tiganá Santana. Além de Tiradentes, a programação se estende às cidades de São João del Rei e Bichinho, com mostras de cinema que discutem memória, ancestralidade e resistência. Entre os filmes selecionados, está o documentário “Frantz Fanon - Pele Negra, Máscara Branca” sobre vida e obra do pensador revolucionário da Martinica que completaria cem anos. O Festival Artes Vertentes segue até 21 de setembro e a maior parte da programação é gratuita. Mais detalhes no site   artesvertentes.com .

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