Resultados de busca
Buscar neste site
167 resultados encontrados com uma busca vazia
- Antônio Pereira (MG) treme e medo de rompimento da barragem da Vale se impõe sobre a comunidade
Moradores do distrito de Ouro Preto relatam vibrações nas casas desde 2019, e suspeitam de atividades minerárias Eduarda Garcia, do Brasil de Fato Eram 7h15 da manhã quando dona Giovania Santana acordou ao perceber que as janelas de casa estavam tremendo outra vez. Primeiro, a do quarto, depois, a da cozinha, perto do fogão a lenha. Moradora de Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ela pegou o celular e enviou uma mensagem ao grupo da Comissão de Pessoas Atingidas. Era 19 de agosto de 2026. A resposta não demorou. José Nazareno Pinheiro, também morador do distrito, disse que aquilo estava longe de ser novidade. “Isso aí não é hoje não. […] Lá em casa treme quase todo dia”. Contou que já havia gravado vídeos, feito reclamações e que uma parede do quarto chegou a apresentar uma trinca. “Eu já briguei, já falei, mas […] uma andorinha só não faz verão”. “Alguém está tendo essa mesma sensação também?”, perguntou. Patrícia Rodrigues respondeu abalada. “Treme todo dia! Todo dia a janela treme, na casa inteira. E eu moro do lado da barragem.” Há registros de relatos semelhantes em Antônio Pereira desde 2019. A suspeita dos moradores recai, sobretudo, sobre as atividades minerárias realizadas no entorno da comunidade. Antônio Pereira é cercado por estruturas e operações da mineração, entre elas a Barragem Doutor, da Vale, em processo de descaracterização, e a Mina de Timbopeba. A empresa, por sua vez, tem negado que os tremores relatados pela população estejam relacionados às suas estruturas e atividades. No entanto, documentos técnicos analisados pela reportagem mostram que, no mesmo território onde moradores relatam tremores há anos, a auditoria independente responsável por acompanhar a Barragem Doutor, a SLR Consulting, vinha registrando incertezas geológicas, lacunas no monitoramento e acionamentos recorrentes de sismógrafos, além de cobrar da Vale investigações adicionais sobre questões que permanecem, até hoje, sem resposta. Relatos de tremores de um lado, sismógrafos do outro Julho de 2024 também foi marcado pela preocupação da comunidade com a segurança da barragem. Moradores voltaram a relatar vibrações no distrito e compartilharam áudios e mensagens sobre os episódios. Naquele mesmo período, uma ocorrência na Barragem Doutor levou à paralisação de atividades e à retirada de trabalhadores da área da operação. A Vale afirmou, após solicitação da Agência Nacional de Mineração (ANM), que a situação esteve relacionada a um problema de comunicação dos equipamentos de monitoramento da Barragem Doutor com o rádio da mineradora e ao acionamento de protocolos internos de segurança. A Vale negou relação entre o episódio e os tremores percebidos pela comunidade. No entanto, os relatos continuaram nos meses seguintes. Em dezembro de 2024, enquanto moradores voltavam a comunicar vibrações nas casas, os documentos da auditoria da Barragem Doutor registravam ocorrências no sistema de monitoramento sísmico da estrutura — composto por aparelhos como piezômetros e sismógrafos. No dia 6 de dezembro de 2024, um dos sismógrafos, instalados na Barragem Principal, registrou um pico de velocidade de partícula (indicador conhecido pela sigla PPV) de 5,3 milímetros por segundo, ligeiramente acima do limite de 5 mm/s adotado no monitoramento. Segundo os registros técnicos, a projetista responsável verificou que o piezômetro PZ073, localizado nas proximidades, não registrou uma alteração de pressão que correspondesse à vibração registrada pelo sismógrafo. Três dias depois começou uma mudança importante na rede de monitoramento. Entre 9 de dezembro de 2024 e 3 de janeiro de 2025, 11 sismógrafos foram retirados pela equipe geotécnica da Vale e pela projetista: SMA 1, 2, 4, 6, 8, 9, 11, 12, 14, 15 e 16. Permaneceram seis equipamentos: cinco na Barragem Principal (SMA 3, 5, 10, 13 e 17) e apenas o SMA7 no Dique 1. O período coincide com novos relatos de tremores feitos por moradores nos dias 9, 12, 13 e 14 de dezembro. Nos meses seguintes, os sismógrafos que permaneceram em operação continuaram registrando acionamentos. Em 11 de março de 2025, um deles registrou velocidades de até 6,16 mm/s. A Vale informou que imagens em vídeo indicavam que o registro poderia estar associado a uma atividade de limpeza de canal de escoamento de água próxima ao equipamento. Novos registros superiores a 5 mm/s apareceram em abril. E, no dia 7 de julho, outro sismógrafo registrou até 6,16 mm/s l. Dois dias depois, em 9 de julho, dois equipamentos foram acionados. Em um deles, os registros chegaram a 10,7 mm/s. No outro, foram até 14,1 mm/s. A Vale atribuiu os registros à realização de obras nas proximidades dos equipamentos. A explicação, porém, não encerrou a questão para a SLR, empresa que então realizava a auditoria técnica independente da Barragem Doutor. Ao analisar conjuntamente os acionamentos registrados, entre março e julho, a auditoria classificou como “preocupante” a recorrência de eventos registrados pelo sismógrafo SMA17 diante da ausência, até aquele momento, de uma investigação completa sobre os registros. A SLR observou ainda que o equipamento havia sido deslocado para uma posição mais alta e mais distante das atividades de construção e recomendou que outras causas potenciais fossem identificadas. A auditoria pediu também uma investigação detalhada sobre possíveis interferências das obras em três sismógrafos e o aumento do acompanhamento de mais um, o SMA03. Isso não significa que os sismógrafos tenham registrado os mesmos tremores sentidos pelos moradores. Os documentos consultados não estabelecem essa correspondência, mas revelam duas histórias que avançaram simultaneamente em Antônio Pereira: do lado de fora da barragem, moradores relatam casas, portas e janelas vibrando; dentro do sistema de monitoramento, instrumentos eram acionados, retirados ou investigados enquanto técnicos discutiam a origem das alterações nos registros. E a dúvida sobre os sismógrafos era apenas uma parte das questões que a auditoria vinha levantando sobre a Barragem Doutor. Outras preocupações recorrentes da auditoria Os acionamentos dos sismógrafos não eram a única questão acompanhada pela auditoria externa independente SLR Consulting, responsável por acompanhar as obras de descaracterização da Barragem Doutor, da Vale. Em sucessivos relatórios, a auditoria vinha cobrando da Vale investigações adicionais sobre as condições geológicas da fundação da estrutura, especialmente do Dique 1. Uma das preocupações diz respeito à presença de formações rochosas dolomíticas, que podem estar associadas a processos de dissolução, cavidades e abatimentos do terreno. Mapas geológicos anteriores já indicavam esse tipo de rocha nas proximidades do Dique 1. Ao analisar a caracterização apresentada pela Vale, a SLR questionou diferenças entre esses registros históricos e a descrição dos materiais encontrados na fundação da barragem. A divergência não ficou restrita aos mapas. A auditoria também chamou atenção para oscilações registradas em piezômetros instalados na fundação e para a ocorrência de buracos no terreno. Para a SLR, o comportamento dos instrumentos constituía uma “evidência muito forte” em favor da hipótese de solos diferentes do que estava relatado pela Vale, o que justifica uma investigação mais aprofundada. A recomendação atravessou os anos. Em relatórios posteriores, a SLR voltou a pedir que a Vale revisasse os registros geológicos e reconsiderasse a caracterização da fundação da Barragem Doutor, particularmente do Dique 1. Em 2025, a auditoria continuava afirmando considerar que existiam rochas dolomíticas na fundação e que esse risco geológico demandava investigação e gestão adicionais. No trimestre analisado, registrou ainda que nenhuma nova informação ou discussão sobre o tema haviam sido apresentadas. As dúvidas sobre a fundação apareciam também em relação ao extravasor da barragem. Ainda em 2020, durante as obras de descaracterização, a SLR havia recomendado o mapeamento geológico das escavações do vertedouro de água, que faz parte do sistema de drenagem da barragem. Posteriormente, o vertedouro apresentou uma falha em seu primeiro escoamento. A auditoria voltou ao assunto ao analisar o relatório da estrutura e apontou problemas na caracterização do mecanismo que teria provocado a falha. Anos depois, uma nova descoberta chamou a atenção dos auditores. Durante os trabalhos no Talude 8, foi encontrado um solo branco ainda não identificado. A SLR considerou que o material poderia ser semelhante ao solo de fundação não caracterizado, observado onde houve a falha no vertedouro e recomendou enfaticamente sua coleta e caracterização em laboratório, inclusive para avaliar o risco de dispersão no meio ambiente, especialmente seu carreamento para os cursos d’água da região. Ao mesmo tempo, havia pendências documentais. Em 2025, a SLR voltou a registrar preocupação com o atraso na entrega do relatório do tratamento da fundação do Dique 1, que estava previsto para fevereiro daquele ano. A auditoria muda, as perguntas ficam As recomendações se repetiram ao longo dos relatórios. A SLR voltou sucessivamente às dúvidas sobre a caracterização geológica da fundação da Barragem Doutor, especialmente do Dique 1. A empresa auditora cobrou documentos e investigações que permitissem compreender melhor as condições encontradas durante as obras. Em 2025, continuava registrando que não havia recebido novas informações sobre algumas dessas questões e destacava, entre as preocupações pendentes, o atraso no relatório do tratamento da fundação do Dique 1, previsto inicialmente para fevereiro daquele ano. Foi depois de sucessivas reiterações como essas que a SLR deixou a função de auditora independente da Barragem Doutor. A Vale contratou para o posto a AECOM, que passou a acompanhar a descaracterização da estrutura. Nos documentos consultados pela reportagem, não foi localizada, até o momento, uma justificativa para a substituição, nem informação que permita afirmar se a saída da SLR ocorreu pelo encerramento regular do contrato, por rescisão ou por outro motivo. A nova auditora, porém, já conhece bem a Vale. Desde 2019, a AECOM atua na auditoria independente das ações socioambientais relacionadas ao rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Atualmente, é também a auditoria socioambiental independente do Acordo Judicial de Reparação Integral da bacia do Paraopeba, acompanhando ações executadas pela Vale ou por empresas contratadas pela mineradora. A relação entre a AECOM e a Barragem Doutor, no entanto, começou bem antes de sua chegada ao posto deixado pela SLR. Na própria Ação Civil Pública em que a Vale figura como ré por danos relacionados à Barragem Doutor, a mineradora já havia indicado a AECOM para exercer a função de perícia técnica da Justiça. Assim, a empresa indicada pela Vale para produzir a perícia técnica em uma ação judicial movida contra a própria mineradora é agora também a empresa contratada para suceder a SLR na auditoria independente da Barragem Doutor. A mudança deixa uma questão que os documentos disponíveis ainda não respondem: o que acontecerá com as recomendações técnicas que a SLR vinha reiterando e que permaneciam pendentes quando deixou a auditoria? E como fica a comunidade? Em 20 de agosto de 2026, o MPMG recebeu a Notícia de Fato nº 02.16.0461.0430292.2026-43, apresentada por dona Giovania Santana à Promotoria de Justiça de Ouro Preto. O documento registra o relato de três tremores fortes no dia anterior e afirma que episódios semelhantes vinham ocorrendo com frequência havia meses. A manifestação também menciona o medo provocado pela situação entre os mais de 5 mil moradores de Antônio Pereira, comunidade inserida em área de risco da Barragem Doutor. A Notícia de Fato, que pode ser entendida como uma denúncia, foi recebida e autuada no sistema do Ministério Público, na área de Meio Ambiente. Além disso, oito dias depois de relatar que as janelas de sua casa tremiam, Patrícia Rodrigues levou a mesma questão diretamente à Vale. Durante o Seminário Orientativo/Reunião Pública de Antônio Pereira, realizado em 27 de agosto de forma online pela Vale, a moradora escreveu no chat da transmissão: “Esses dias as janelas e portas das casas tremeram e até trincou cerâmicas em Antônio Pereira.” Ao responder às manifestações, Felipe Guerra, gerente de geotecnia e um dos representantes da mineradora durante o Seminário, afirmou que a Barragem Doutor possui monitoramento de vibrações e que os dados são submetidos a diferentes auditorias e encaminhados aos órgãos responsáveis. “A gente tem monitoramento de vibrações na estrutura, que são auditados […] Então todos esses dados são disponibilizados, inclusive nos relatórios trimestrais que a gente envia ao Ministério Público, e eles não demonstram nenhum tipo de vibração oriunda da barragem.” A resposta veio depois de anos de relatos de tremores feitos por moradores e no mesmo período em que os documentos desse monitoramento registravam os episódios analisados nesta reportagem: sismógrafos com velocidades superiores aos níveis de referência, equipamentos retirados durante as obras e recomendações da auditoria para que determinados acionamentos fossem investigados em maior profundidade. Nos relatórios, a Vale atribui parte desses registros a atividades realizadas nas proximidades dos equipamentos, como obras e limpeza de canais. Mas a auditoria também considerou “preocupante” a recorrência de acionamentos do sismógrafo SMA17 entre março e julho de 2025 diante da ausência de uma investigação completa que explicasse os registros e recomendou a busca por outras causas potenciais; preocupação essa que, até então, segue sem resposta. Durante o mesmo Seminário, em outra manifestação, Patrícia resumiu o sentimento de quem convive com o medo diariamente em Antônio Pereira: “A Vale mente muito. Nós estamos doentes de tanto sofrer por barragem.” Outro lado A Vale, a AECOM e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foram procurados pela reportagem para se manifestar sobre as questões abordadas nesta matéria, mas não haviam respondido até a publicação deste texto. A SLR Consulting também foi procurada e informou que encaminhou os questionamentos ao MPMG, em razão de obrigações de confidencialidade previstas no contrato referente aos serviços prestados na auditoria da Barragem Doutor.
- Destaque na Groover: “Demise” – the lucky little red house
Sexta faixa do álbum FAKE YOU, do projeto francês the lucky little red house, “Demise” é um mergulho na tensão que nunca se resolve. A banda pega a lição do Swans sobre crescendos longos e pacientes — repetição, textura, aperto — mas trai a expectativa: não há clímax. O que vem é um fade, um desaparecimento lento. A faixa começa com guitarras espaçadas, quase cósmicas. Quando a voz entra, a coisa migra para uma tristeza pós-punk e avant-garde, mais perturbadora do que confortável. Aos poucos, surgem camadas de jazz alucinógeno e percussão imprevisível — tudo amarrado por uma performance vocal de narrativa cinematográfica. Aos 2min30, a guitarra acelera de repente, empurrando a música para um território pesado, entre o doom e o post-rock. O som vira uma parede de tensão psicológica, destilando uma melancolia autodestrutiva. Mas o que define “Demise” é sua recusa à forma fixa: ela muda constantemente, mantendo o nó na garganta até o fim. E termina exatamente antes do colapso mental total, deixando você preso dentro de uma tensão que não nomeia nem resolve. FAKE YOU, segundo a própria banda, não é um álbum para ouvir — é um estado para experienciar. E “Demise” é a arte de desaparecer sem nunca chegar lá. Transitando pelo subterrâneo do noise-rock, the lucky little red house é, antes de tudo, um coletivo: formado como um projeto paralelo em 2018 por Luc Tironneau e mey0h, o grupo ganhou forma na tapeçaria instrumental sombria e desde então constrói uma discografia que habita o limiar entre a beleza e o colapso. Uma abordagem cinematográfica e opressiva, situada entre o post-rock, o industrial, o gótico e a psicodelia, capaz de evocar tanto a densidade ritualística de Swans quanto o vazio existencial de Joy Division.
- Festival de dança reúne mais de mil bailarinos no Cine Theatro Brasil
BH em Dança acontece dias 28 e 29 de março em Belo Horizonte Foto: Divulgação X Dance Fest Online Carolina Pessoa Rádio Nacional Um festival de dança de variados estilos vem atrair mais de mil bailarinos a Belo Horizonte nos dias 28 e 29 de março. É a terceira edição do BH em Dança, que busca reconhecer e valorizar o talento e a dedicação desses artistas, oferecendo premiações e oportunidades de crescimento . O diretor Richard Gonçalves conta um pouco do que o público pode esperar do evento, que reunirá performances de artistas de todo o país. " O público poderá assistir a apresentações de diversas modalidades. Temos apresentações desde o balé clássico à dança de rua, ao jazz, ao contemporâneo, às danças populares também teremos, dança livre, que é um conjunto de modalidades e que você pode juntar, desde o balé clássico misturado com dança de rua, ou a dança contemporânea misturada com o balé clássico ". O diretor explica também que o projeto partiu da observação do forte cenário da dança na capital mineira. "A ideia de fazer um festival competitivo em BH nasceu sobre a minha vontade de trazer algo novo para o mercado da dança mineira, que é um mercado muito bom, que tem muitos talentos, jovens talentos em Minas Gerais, e eu queria fomentar um pouco mais essa área da dança em Minas e trazer oportunidades com jurados renomados, e senti a necessidade de algo novo em BH". Além de premiação, o BH em Dança oferece aos participantes oportunidades como bolsas de estudo nacionais e internacionais e parcerias com outros eventos semelhantes. Caberá a um júri especializado a responsabilidade pela escolha dos vencedores, como explica Richard Gonçalves. "Nós temos um júri artístico e técnico, com profissionais renomados no Brasil e no exterior, e esse júri tem uma ficha de avaliação. Nessa ficha, eles têm que dar duas notas: uma nota técnica e uma nota artística. Daí sai a média pra gente fazer as notas, somar as notas, e as maiores notas têm as premiações: primeiro, segundo e terceiro lugar". Ele fala ainda sobre a expectativa para essa nova edição do evento. "A expectativa é grande, estamos esperando 1.200 bailarinos participantes. Além disso, iremos fazer num teatro super querido, um teatro que tem uma história muito bonita em BH, que é o Cine Theatro Brasil, que fica no centro de BH, na Praça Sete. É um teatro que tem um simbolismo gigante para a cultura de BH e de Minas Gerais. É uma oportunidade ótima de pisar num palco tão histórico para a cultura mineira". O Festival BH em Dança acontece nos dias 28 e 29 de março, com ingressos a R$ 70, no Cine Theatro Brasil. Inaugurado em 1932, o prédio histórico foi restaurado entre 2007 e 2013, após anos de abandono, e se transformou em importante espaço para grandes eventos não só teatrais, mas também de música, dança, exposições e mostras de cinema. Edição: Rádio Nacional/ Marizete Cardoso
- Salvador comemora 477 anos com programação que celebra memória e arte
Ações são promovidas pela Casa das Histórias e a Galeria Mercado Foto: Márcio Filho / MTUR Josy Braga Rádio Educadora da Bahia Em celebração aos 477 anos de Salvador, comemorados no próximo dia 29 de março , a capital baiana ganhou um presente que mergulha em suas próprias raízes. Durante todo o mês, a Casa das Histórias de Salvador e a Galeria Mercado promovem uma agenda especial dedicada a explorar a memória, a arte e a identidade do território soteropolitano. As atividades foram divididas em eixos que buscam dialogar com diferentes perfis de público. Os espaços culturais vão oferecer atividades que vão além da contemplação, convidando os visitantes à experimentação prática, como destaca Chico Assis, diretor de Cidadania Cultural da Secretaria de Cultura da Cidade. “Nos dias 25 e 29 a Casa das Histórias vai estar recebendo a ativação ‘Educar com a memória’, uma intervenção visual com imagens do arquivo municipal. Dia 25 a gente vai ter uma programação super especial com a leitura dramática da peça ‘Aleluia’, com o ator Frank Menezes. A gente celebra também, com isso, o Dia do Teatro e do Circo, que também é comemorado dentro do mês de março. E um rolezinho, a história passa por aqui, no dia 28 vai ser um passeio guiado pelo comércio, com a historiadora Marcelle Moreira, propondo um mergulho sobre as histórias e as transformações nesse território que é tão importante”. A programação educativa em celebração aos 477 anos de Salvador acontece desta quarta (25) a domingo (29) na Casa das Histórias de Salvador e Galeria Mercado, localizadas no comércio, de 9h às 17h. As atividades são gratuitas. Edição: Rádio Educadora da Bahia / Rilton Pimentel
- Renan Deodato lança a acolhedora "Qualquer Jeito"
Foto: Divulgação Em um mundo cada vez mais acelerado e repleto de incertezas, encontrar uma música que funcione como um bálsamo para a alma é um verdadeiro presente. É exatamente essa a sensação ao apertar o play em “Qualquer Jeito” , o mais recente single do cantor e compositor brasileiro Renan Deodato . A canção chega como um suspiro profundo em meio à correria. “‘Qualquer Jeito’ é uma canção que reflete sobre questões existenciais. Como encontrar um caminho e paz em um mundo conturbado?”, provoca o artista. E a resposta, ele entrega não em palavras diretas, mas em forma de melodia. Conduzida por um violão que é o grande fio condutor da faixa, a música tece um instrumental de que cria o cenário perfeito para um refrão forte e marcante, fazendo o ouvinte sair cantarolando por aí e levando consigo uma mensagem de otimismo. Afinal, independente da resposta que cada um encontra para suas questões, “Qualquer Jeito” traz um olhar esperançoso de que, cedo ou tarde, vai ficar tudo bem . É uma canção bela, agradável e, acima de tudo, sincera. Ouça:
- Bruce Springsteen homenageia vítimas do ICE em “Streets of Minneapolis”
“Vamos lembrar os nomes dos que morreram nas ruas de Minneapolis” . Foto: Reprodução YouTube @ICEout-tdy Tiago Pereira Da TVT News Bruce Springsteen voltou a ocupar o centro do debate político nos Estados Unidos ao lançar Streets of Minneapolis , uma canção de protesto direta, dura e sem concessões contra a violência de agentes federais de imigração do ICE (Immigration and Customs Enforcement). A música nasce em meio a dias de forte tensão na cidade de Minneapolis, palco de confrontos entre moradores, manifestantes e agentes federais enviados pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão que, sob o governo de Donald Trump, passou a ser denunciado por movimentos sociais e ativistas de direitos humanos como uma verdadeira “Gestapo de Trump”. A canção foi apresentada como resposta artística aos assassinatos de Alex Pretti e Renee Good, mortos durante uma operação de imigração que terminou em repressão violenta, protestos de rua, balas de borracha, gás lacrimogêneo e acusações de abuso de poder por parte das forças federais. Desde então, Minneapolis voltou a simbolizar a resistência popular contra políticas de imigração consideradas racistas, autoritárias e violadoras de direitos civis básicos. Logo nos primeiros versos, Springsteen situa o ouvinte no cenário de ocupação e conflito. Ao cantar “ A city aflame fought fire and ice / ’Neath an occupier’s boots ”, o músico descreve “uma cidade em chamas que lutou contra fogo e gelo, sob as botas de um ocupante”, associando a presença dos agentes federais a uma força estrangeira em território inimigo. Em outro trecho, ele é ainda mais explícito ao denunciar a militarização das ações: “ King Trump’s private army from the DHS ”, ou “o exército privado do rei Trump vindo do DHS”. A letra avança para o momento dos confrontos, quando moradores se colocaram diante dos agentes. “ Citizens stood for justice / Their voices ringin’ through the night ”, canta Springsteen, traduzido como “cidadãos se ergueram pela justiça, suas vozes ecoaram pela noite”. O clima de violência, no entanto, se impõe de forma brutal. “ And two dead, left to die on snow-filled streets / Alex Pretti and Renee Good ” — “e dois mortos, deixados para morrer nas ruas cobertas de neve: Alex Pretti e Renee Good”. ICE e Minneapolis em chamas Os episódios que culminaram nas mortes ocorreram durante uma operação do ICE que, segundo relatos de testemunhas e organizações civis, extrapolou qualquer protocolo legal. Agentes fortemente armados cercaram bairros populares, abordaram moradores sem mandado e responderam com violência às manifestações que exigiam o fim das deportações sumárias. Em 7 de janeiro , a cidadã norte-americana Renee Nicole Good , mãe de três filhos, foi baleada e morta por um agente do ICE enquanto estava em seu veículo durante uma operação da agência na cidade — um episódio que provocou indignação por parte de moradores e ativistas que questionam se a ação era justificável e proporcional. Poucas semanas depois, em 24 de janeiro , o enfermeiro de 37 anos Alex Pretti , conhecido por sua atuação comunitária e por se posicionar contra as táticas de imigração federais, também foi morto por agentes do ICE durante confrontos em ruas cobertas de neve , momentos que foram captados em vídeos contraditórios à versão oficial das autoridades que alegaram legítima defesa. Ambos os casos, que resultaram em protestos massivos em Minneapolis e críticas de diversos setores da sociedade americana — incluindo pedidos de investigação pelo Departamento de Justiça — se tornaram pontos centrais de contestação às ordens e à presença militarizada de agentes do DHS na cidade, sendo citados nominalmente por Springsteen na sua nova canção de protesto em homenagem às vítimas. Foto: Kerem Yucel / AFP Springsteen não poupa palavras ao questionar a versão oficial das autoridades. Em um dos versos mais contundentes, ele ironiza a alegação de legítima defesa: “ Their claim was self-defense, sir / Just don’t believe your eyes ”, ou “eles dizem que foi legítima defesa, senhor, só não acredite nos seus próprios olhos”. O cantor também cita diretamente figuras centrais do governo Trump associadas à política anti-imigração, como Stephen Miller e Kristi Noem, ao afirmar que são “ dirty lies ”, mentiras sujas, sustentadas pelo poder federal. O refrão da música transforma Minneapolis em símbolo coletivo de resistência: “ We’ll take our stand for this land / And the stranger in our midst ”, traduzido como “vamos nos posicionar por esta terra e pelo estrangeiro entre nós”. A mensagem ecoa o espírito de solidariedade aos imigrantes perseguidos e criminalizados, sobretudo pessoas negras e latinas, alvo preferencial das abordagens do ICE. Em outro trecho, Springsteen denuncia o racismo estrutural das operações: “ If your skin is black or brown, my friend / You can be questioned or deported on sight ” — “se sua pele é preta ou marrom, meu amigo, você pode ser questionado ou deportado na hora”. Springsteen e a tradição da música de protesto Streets of Minneapolis se soma a uma longa tradição de canções políticas na carreira de Bruce Springsteen. Desde Born in the U.S.A. , frequentemente interpretada de forma equivocada como patriótica, mas que critica o abandono de veteranos de guerra, passando por American Skin (41 Shots) , sobre a morte de Amadou Diallo pela polícia de Nova York, até The Ghost of Tom Joad , inspirada na luta dos trabalhadores marginalizados, o músico construiu uma obra marcada pelo engajamento social. Mais recentemente, Springsteen também lançou canções críticas ao trumpismo e à extrema direita, denunciando o autoritarismo, o nacionalismo excludente e a violência de Estado. Em Streets of Minneapolis , porém, o tom é ainda mais direto e urgente. O coro final, repetindo “ ICE out ” (“ICE fora”), transforma a música em palavra de ordem dos protestos que tomaram as ruas da cidade. Ao homenagear Alex Pretti e Renee Good, Springsteen não apenas eterniza seus nomes, como também reforça a memória coletiva de um período marcado pelo endurecimento das políticas migratórias e pela normalização da repressão. “ We’ll remember the names of those who died / On the streets of Minneapolis ” — “vamos lembrar os nomes dos que morreram nas ruas de Minneapolis”. A canção se encerra como um manifesto contra o terror estatal e um chamado à resistência, reafirmando o papel da arte como instrumento de denúncia e mobilização política.
- Estréia nova temporada da Hora do Sabbat comemorando 8 anos no ar
A Hora do Sabbat abre a Temporada 11 no dia do nosso aniversário de 8 anos no ar — e a celebração acontece em roda: Sarah Mascarenhas , com Camila Genaro, Flora Miguel e Vitória Pacheco , costuram memória, visão de futuro e compromisso com esse ecossistema que cresce na prática da escuta. Neste episódio especial, revisitamos marcos da caminhada, celebramos a força do 2º Edital Hora do Sabbat, que trouxe novas vozes para o projeto, e afirmamos o que vem pela frente: mais encontros, mais presença nos territórios e mais estrutura para sustentar um projeto feito por mulheres, com mulheres, para o mundo escutar. O programa também marca a estreia da coluna Let Me In Love – Ressignificando as formas de se relacionar , com Miriam Cruz , além do retorno da coluna Diário de uma Bruxa , com Alessandra Xavier . No bloco musical, a trilha vem com Luedji Luna, Amanda Magalhães, Luiza Lian, Souto MC, Elza Soares e Doralyce . Acesse o site, leia o blog e conheça as 25 escritoras da temporada: horadosabbat.com.br Apoie e fortaleça a permanência da Hora do Sabbat comprando na nossa loja no site. E fica ligada: na próxima edição recebemos a deputada estadual de Pernambuco Dani Portela , para uma conversa sobre espaço seguro para mulheres na política. Escute mulheres. Leia mulheres. Contrate mulheres. Vote mulheres.
- TBT Descobertas Groover #48: música independente entre resistência, memória e experimentação
Os Astronautas. Divulgação. No TBT de hoje, revisitamos a edição 48 do Descobertas Groover, uma viagem pela cena independente internacional conduzida por músicas que transformam experiências pessoais, cultura pop e reflexões sociais em arte. O programa começou com Os Astronautas e “Sobrevivi”, faixa que converte um desabafo em afirmação de resistência. Na sequência, Fosteur apresentou “Collide”, uma reflexão sobre a inteligência artificial e seus impactos na vida humana. O clima introspectivo continuou com UD.AFF. e o experimentalismo de “In the Broken Dreams”, antes da luminosidade folk rock de Barry and The Visitors. A cultura pop ganhou espaço com “Don’t Be Leeroy”, do A.D.A.M. Music Project, inspirada no conhecido episódio de Leeroy Jenkins em World of Warcraft. The Days Away, Jeff Symonds e Tomasoso trouxeram histórias de memória, pertencimento, vida artística e transformações sociais. Na reta final, Bless Her EviL e Ashen Sun conduziram o programa para atmosferas mais densas. MAWK3 homenageou Los Angeles em “Shangri LA”, enquanto Violette Sounds encerrou a seleção com “Sunday” e seu diálogo com o rock progressivo dos anos 1970. Uma edição que resume bem a proposta do programa: descobrir novos sons e as histórias existentes por trás de cada lançamento. Ouça novamente: Descobertas Groover #48. O Descobertas Groover vai ao ar na Rádio Nove aos domingos, às 14h, e às segundas, às 20h. Conheça o programa.
- Rush confirma cinco shows no Brasil em 2027 com turnê que celebra 50 anos e homenageia Neil Peart
Imagem: Divulgação Ícones do rock progressivo e cofundadores do Rush , Geddy Lee (baixo, teclados e vocais) e Alex Lifeson (guitarra e vocais) anunciaram nesta segunda-feira as datas da turnê " Fifty Something " na América do Sul, Reino Unido e Europa para 2027. No Brasil, a banda fará cinco apresentações, marcando o aguardado retorno ao país após 17 anos. A turnê comemora mais de cinco décadas de carreira e presta homenagem ao saudoso baterista e letrista Neil Peart , falecido em 2020. Os shows acontecem em janeiro e fevereiro de 2027: Curitiba (22/1, Arena da Baixada), São Paulo (24/1, Allianz Parque), Rio de Janeiro (30/1, Engenhão), Belo Horizonte (1/2, Mineirão) e Brasília (4/2, Arena BRB Mané Garrincha) . Formato especial e nova formação Os shows seguirão o formato "an evening with": dois sets por noite, com repertório variado selecionado a partir de um catálogo de mais de 40 músicas, alternando a cada apresentação. Lee e Lifeson serão acompanhados pela baterista alemã Anika Nilles (ex-Jeff Beck) e pelo tecladista Loren Gold (The Who, Roger Daltrey). Venda de ingressos Os shows terão pré-venda exclusiva para clientes Itaú a partir de 25 de fevereiro, às 10h , pelo site da Eventim. Os clientes do banco terão 15% de desconto na compra de ingressos com cartões de crédito Itaú. A venda geral começa no dia 27 de fevereiro, às 11h , também pela Eventim, e às 12h nas bilheterias oficiais de cada cidade. Os preços dos ingressos vão de R$ 222,50 (cadeira superior - meia) a R$ 1.145,00 (pista premium - inteira).
- A criatividade psicodélica - e além - de Ronnie Von
Contracapa de A Máquina Voadora . Reprodução. O programa Rock Brasil 70 dedica sua nova edição a um dos capítulos mais ousados — e ainda subestimados — da música brasileira: a fase psicodélica de Ronnie Von. Conhecido inicialmente como ídolo da Jovem Guarda, Ronnie surpreendeu público e mercado ao, no final dos anos 1960, romper com a imagem romântica e televisiva para mergulhar em sonoridades experimentais, letras oníricas e atmosferas lisérgicas. Entre 1969 e 1970, lançou uma sequência de discos que hoje é vista como uma das experiências mais singulares do rock nacional. O programa percorre faixas do álbum Ronnie Von , além da obra conceitual A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais e do disco A Máquina Voadora , trabalhos que consolidaram sua guinada estética. A seleção inclui composições marcadas por colagens sonoras, referências à ficção científica, espiritualidade e influências do rock psicodélico internacional. A edição também avança até 1972, quando Ronnie Von incorpora novos elementos — latinos, místicos e roqueiros — demonstrando que a inquietação artística não se limitou à chamada “trilogia psicodélica”. Um retrato sonoro de um período em que Ronnie escolheu o risco criativo em vez da fórmula segura. Uma época de transformações — e de um músico que decidiu atravessá-las sem medo. Músicas tocadas no Rock Brasil 70: Sílvia, 20 horas, domingo – Ronnie Von (1969) Anarquia – Ronnie Von (1969) Tristeza num dia alegre – Ronnie Von (1969) De Como Meu Herói Flash Gordon Irá Levar-Me De Volta A Alfa Do Centauro, Meu Verdadeiro Lar – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) Pare de sonhar com estrelas distantes – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) Atlântida – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) Regina e o Mar – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) Máquina voadora – A Máquina Voadora (1970) Verão nos chama – A Máquina Voadora (1970) Viva o chopp escuro – A Máquina Voadora (1970) Tema de Alessandra – A Máquina Voadora (1970) Águas de sempre – A Máquina Voadora (1970) Minha gente amiga – Compacto (1971) Cavaleiro de Aruanda – Ronnie Von (1972) Veja com olhos de ver – Ronnie Von (1972) Hare Krishna – Ronnie Von (1972) Rock pros meus nervos – Ronnie Von (1972) Ouça na Rádio Nove O Rock Brasil 70 vai ao ar pela Rádio Nove no domingo às 12h e terça às 19h.
- O negro samba lírico de Elton Medeiros dá régua e compasso a álbum de Vidal Assis
Foto: Léo Martins (divulgação) Elton Medeiros (22 de julho de 1930 – 3 de setembro de 2019) é daquele tipo de compositor respeitadíssimo por seus pares, mas que carece de reconhecimento do grande público. Da linhagem lírica de Cartola, Elton Medeiros construiu melodias que muitos cantarolam, mas que nem sempre são associadas a ele. O cantor Vidal Assis , parceiro de Medeiros em vários sambas, colaborou para acabar com essa injustiça, ao lançar o álbum Negro Samba Lírico que explicita a genialidade de melodias de clássicos do repertório eltoniano , como Mascarada (Zé Keti/Elton Medeiros), Onde a Dor Não Tem Razão (Paulinho da Viola/ Elton Medeiros) e O Sol Nascerá (Cartola/Elton Medeiros). Espaço no repertório também para músicas inéditas deixadas por Elton Medeiros em parcerias com Ronaldo Bastos , Nei Lopes , Cristóvão Bastos e com o próprio Vidal Assis. Nesta semana, a jornalista Carmen Delpino apresenta a primeira parte da entrevista com Assis, onde ele revela os bastidores de composições de Elton Medeiros e explicita a linhagem poética do samba lírico que nasceu com Cartola e que seguiu com Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho. Confira as músicas tocadas no programa: Onde a Dor Não Tem Razão (Elton Medeiros/Paulinho da Viola) – Vidal Assis Mascarada (Elton Medeiros/Zé Keti) – Vidal Assis e Chico Buarque Peito Vazio (Elton Medeiros/Cartola) – Vidal Assis Pressentimento (Elton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho) – Vidal Assis e João Bosco Folhas no Ar (Elton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho) – Vidal Assis e Paulinho da Viola Um Amor Singular (Elton Medeiros/Vidal Assis/Ronaldo Bastos)- Vidal Assis Moemá Morenou (Elton Medeiros/Paulinho da Viola) – Vidal Assis Apresentação: Carmen Delpino Trabalhos técnicos: Alan de Souza Ouça na Rádio Nove O Aplauso vai ao ar pela Rádio Nove domingo às 9h e quinta às 19h.
- O dark pop de Sara Diana com "Diabolical Stranger"
Foto: Divulgação A americana Sara Diana lança seu novo single, “Diabolical Stranger” , um mergulho magnético no dark pop com batidas de dance alternativo, com influências de Eurythmics. “Diabolical Stranger” fala sobre uma atração perigosa, quase sobrenatural — aquela figura que enfeitiça, tira o chão e desafia limites entre desejo e medo, realidade e imaginação. O equilíbrio perfeito entre um conto poético e a energia hipnótica de uma balada de Los Angeles na noite de Halloween. Com produção assinada pelo vencedor de 4 prêmios Grammy, Brian Kennedy (Rihanna, Chris Brown, Whitney Houston), essa é a primeira colaboração da cantora e compositora com um nome de peso da indústria. Confira:












